Saneamento Básico é tema principal da Campanha da Fraternidade 2016

Está lançada a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, com o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24). O objetivo da Campanha este ano, é chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para todas as pessoas, buscando fortalecer o empenho por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum, ou seja, do planeta Terra.

A Agência Reguladora PCJ vem se esforçando desde a sua criação, em 2011, em prol do desenvolvimento do Saneamento Básico nos municípios associados à entidade, localizados nas Bacias PCJ e Região.

A ARES-PCJ, através da fiscalização mensal das condições da prestação de serviço de saneamento básico nas cidades associadas; da regulação das tarifas de água e esgoto dos municípios, sempre com o objetivo de manter a qualidade do abastecimento de água ao público e o equilíbrio econômico-financeiro da autarquia ou empresa responsável; além de cobrar assiduamente dos municípios o cumprimento do Plano Municipal de Saneamento Básico e prestação de atendimento ao público através de sua ouvidoria, atinge atualmente mais de 5.300.000 pessoas no interior do Estado de São Paulo, e almejamos ainda mais em benefício do Saneamento Básico em nossa área geográfica de atuação.

Este ano, a CFE terá dimensão internacional, pois será realizada em parceria com a Misereor - entidade da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica é realizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e assumida pelas igrejas-membro: Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e Sírian Ortodoxa de Antioquia. Além dessas igrejas, estão integradas à Campanha a Aliança de Batistas do Brasil, Visão Mundial e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP).

CONTEXTUALIZAÇÃO

O Brasil é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem banheiro com quase 7,2 milhões de habitantes, de acordo com o Progress on Sanitation and Drinking-Water, 2014. Cerca de 35 milhões de pessoas não contam com água tratada em casa e quase 100 milhões estão excluídas do serviço de coleta de esgotos, como aponta publicação, de 2015, do Instituto Trata Brasil.

Ainda de acordo com o Trata Brasil, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Contudo, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos ou ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões. A soma do volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis sistemas Cantareira. Eis o porquê de se falar desse assunto, uma vez que afeta a saúde pública, a dignidade humana, a sustentabilidade do planeta e, também, a economia.

 

Fonte de apoio: CONIC.ORG.BR