ARES-PCJ promove evento sobre Ética e Cultura Organizacional
No dia 07 de agosto de 2026, a Agência Reguladora ARES-PCJ realizou um evento interno para seus funcionários intitulado "Ética na Prática: 'O que é de bom tom nas organizações'". O encontro, que reuniu colaboradores no auditório e contou com transmissão ao vivo para os escritórios regionais de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, marcou o início de uma série de capacitações destinadas ao fortalecimento da cultura institucional.
A abertura do evento foi conduzida pelo Presidente da Comissão de Ética da ARES-PCJ, Sergio Rodrigues de Carvalho. Em sua fala inicial, Carvalho destacou a importância do papel da comissão. "Ela tem atribuições fundamentais como orientar sobre o nosso Código de Ética, responder a consultas formais e, principalmente, fomentar ações educativas como esta", afirmou.
A palestra principal foi ministrada pelo Prof. Davi Valdetaro Gomes Cavalieri, procurador federal, mestre pela USP e especialista em ética pública, compliance e saúde mental no trabalho. Autor da obra “Compliance e Saúde Mental nas Organizações”, Cavalieri compartilhou sua experiência de mais de 20 anos no serviço público e na docência voltada a comissões de ética.
Em sua exposição, o professor defendeu que a ética em uma instituição não se consolida apenas com leis ou regulamentos escritos, mas sim por meio de uma cultura organizacional verdadeiramente saudável. "Muitos problemas decorrem da falta de alinhamento entre o sistema formal e o comportamento real das pessoas no dia a dia", explicou. Cavalieri abordou temas sensíveis e urgentes, como a prevenção ao assédio e à discriminação, ressaltando que a integridade física e psicológica dos colaboradores não deve ser sacrificada em nome de resultados. Ele destacou que a maioria das pessoas deseja fazer o correto, mas pode ser influenciada por ambientes onde condutas inadequadas foram historicamente normalizadas.
Outro conceito central da palestra foi a segurança psicológica nos times. Segundo Cavalieri, equipes eficientes não são aquelas que não erram, mas sim aquelas em que os erros ocorrem e são reportados sem medo de punições desproporcionais ou humilhações. "Quando as pessoas concluem que se proteger é mais seguro do que dialogar, a organização adoece. A verdadeira transformação ocorre quando o medo deixa de orientar as relações de trabalho", frisou. Ao final, o evento abriu espaço para perguntas e troca de experiências de todos, consolidando-se como um marco importante no aprimoramento institucional da ARES-PCJ.
Esta iniciativa da ARES-PCJ reflete a visão de que a excelência na regulação e na fiscalização começa no cuidado com o ambiente interno de trabalho. Ao consolidar a importância da segurança psicológica e o respeito mútuo a ARES-PCJ fortalece as bases para que a transparência e a integridade continuem orientando suas ações em benefício de toda a sociedade.