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Vazamento oculto: inimigo silencioso que gera prejuízo

08/02/2018 - Ares PCJ

Vazamentos ocultos nas instalações hidráulicas geram desde fissuras e desabamentos em edifícios, até grande aumento na conta de água. Foi o que aconteceu com a aposentada Aurea Inês Rodrigues, 62, de Limeira, no começo de dezembro de 2017. “Eu estava varrendo a calçada e o hidrômetro estava girando. Fui onde guardo as contas e vi a leitura anterior e tinha dado 23 metros cúbicos”, relembra.

O consumo relatado por ela já atingia, portanto, o volume esperado para pelo menos três pessoas (veja quadro abaixo). Em sua casa, que tem apenas dois moradores, a média de consumo costumava ser de 8 m³.

Das redes da rua até os cavaletes dos imóveis, os prestadores de serviços de saneamento básico de cada município são responsáveis pelo reparo de vazamentos. A partir do interior das casas, porém, a Resolução 50 da Agência Reguladora ARES-PCJ prevê que é de responsabilidade do usuário realizar a manutenção e garantir a segurança de suas instalações internas. Apesar disso, algumas cidades oferecem descontos ou parcelamentos na conta após comprovado o conserto de um vazamento oculto.


Estimativa de uso de água - folder de consumo sustentável desenvolvido pelo Conselho de Regulação e Controle Social  de Campinas e distribuído pela ARES-PCJ.

Nesses casos, com frequência é necessário contar com o trabalho de um profissional. Com trinta anos de profissão como caça-vazamentos, o técnico em manutenção Celso Alves de Oliveira, 50, foi quem descobriu o problema no imóvel. “Eles (clientes) dizem que não têm vazamentos porque não veem umidade nas paredes”, diz ele. Por isso sempre causa surpresa quando, pelo ruído, Celso encontra o ponto exato da fuga de água. A procura leva de dez a 30 minutos por meio do uso do geofone, aparelho capaz de “escutar” os vazamentos.

Para Marcelo Bacchi, engenheiro civil e analista de fiscalização na ARES-PCJ, a água é o maior inimigo do alicerce. Mas, segundo ele, apesar dos riscos da infiltração, os vazamentos frequentemente dão avisos. “Aconteceu na minha casa, o encanador esqueceu de fazer a colagem das conexões e só fez o encaixe. Aí ficou vazando, eu fui perceber pelo barulho”, lembra ao contar da perda de cerca de 300m³ de água em uma semana.

Os principais pontos de vazamentos visíveis ocorrem no banheiro, cozinha e lavanderia. Já os ocultos, com frequência acontecem na tubulação que alimenta a caixa d’água, principalmente se for antiga, de ferro, e nas conexões que são curvas. A boia da caixa d’água é outro ponto comum. Se não for de qualidade, a caixa enche e a água transborda pelo ladrão, podendo cair na calha e sair para a rua, segundo Marcelo. Sem atenção, essa perda de água passa despercebida e continua sendo cobrada na conta.

“Eu diria que o maior de todos é o risco de perda de água, e isso acarreta impacto ambiental e financeiro”, avalia Edilincon Martins de Albuquerque, que também é engenheiro civil e analista na ARES-PCJ. Para ele, vazamentos podem ser evitados desde o planejamento da construção, com testes preventivos, e também realizando manutenção contínua, ou seja, quando o usuário faz uso correto dos materiais e se atenta ao seu desgaste natural, trocando por novos quando necessário.

 

Os caçadores da vanguarda

Imagine uma situação em que você está com dúvida se está chovendo quando vai sair de casa. Para descobrir, você estica a mão para fora da área coberta para sentir as gotas da chuva. Há mais ou menos 20 anos, a procura por vazamentos era bem parecida com isso.

Nessa época, era por meio da furação que os encanadores buscavam vazamentos, segundo o técnico em manutenção e caça-vazamentos Celso Alves de Oliveira. Para isso, usava-se uma haste de ferro nas aberturas criadas para verificar se ela ficava úmida. Em caso positivo, estava localizado o vazamento.

Exaustiva e demorada, em alguns casos a procura levava até uma semana para localizar o ponto em que a água saía, causando danos como quebra de paredes. “Não sabia se era o vazamento ou o cano que eu furei”, explica.

Com o tempo, o estetoscópio passou a ser usado para ouvir os vazamentos. Porém, para esse tipo de uso seu alcance era pequeno, não passando de um metro de profundidade. Depois dele, surgiu o geofone, aparelho empregado para escutar a fuga de água atualmente, e que facilitou a busca pelo ponto exato do vazamento nos imóveis.

 

 

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